A organização
Mundial da Saúde considera dependência química como um transtorno
mental, tida como doença cronica e um problema social que atinge o
indivíduos que fazem uso constante de drogas .
O portador deste
distúrbio não consegue conter o vicio, não consegue conter as
emoções e controles psíquico, afetando a vida social.
As substâncias atuam no
sistema nevoso central, alterando a forma de pensar, agir ou sentir,
são chamadas “drogas psicoativas”.
Estas substancias são
conhecidas desde o inicio das civilizações , em rituais religiosos,
ou como fonte de prazer. Estas drogas tendem a causar desequilíbrio
no metabolismo químico do organismo, levando a dependência da droga.
Nos dias atuais , as mais
conhecidas e comuns são a maconha, cocaína e o álcool, aceito socialmente.
São vários que levam ao uso da droga,
seja a curiosidade, a busca do prazer, alivio de sintomas ou
simplesmente , a busca da aceitação pelo grupo, ou autoafirmação.
Entretanto, os iniciantes desconhecem os riscos ou
não acreditam no potencial negativo das drogas
em causar a dependência.
A dependência pode ser relacionado a diversos fatores, entre
estes, predisposição genética e doenças psicossociais pre
existentes.
A dependência destas drogas são caracterizadas
pelo descontrole do indivíduo no uso da substância, que fatores aos
poucos o desintegra da sociedade. A dependência, tem por origem da pessoa em sentir novamente os sintomas de prazer, ou ainda, para
eliminar o mal-estar que se sente quando há a interrupção da
droga, levando a repetir o uso daquela substância.
Os sintomas de desconforto são designados “síndrome da
abstinência”, que tendem a surgir a cada vez que o indivíduo
cessar o uso da droga. A “tolerância à droga” leva ao consumo
de doses cada vez maiores, no intuito de obter os mesmos sintomas
promovidos em doses que antes eram menores. Outro fator associado à
dependência química é a fissura, caracterizada pela vontade
incontrolável de fazer o uso da droga, a qualquer hora do dia ou
noite.
Uma vez que se torna um dependente químico, será
permanentemente um dependente. Acontece que a doença apresenta
caráter crônico, incurável e progressivo. Assim, como não há
cura para a dependência química, o indivíduo irá necessitar de
tratamento constante, independente de estar fazendo o uso ou não da
droga.
Para critério de diagnóstico médico, existem
atualmente dois códigos internacionais vigentes.
A publicação da OMS, conhecida como Classificação
Internacional de Doenças (CID) está em sua décima edição
(CID-10), já o Manual diagnóstico e estatístico de transtornos
mentais (DSM) tem vigente a sua quinta edição (DSM-V). No Brasil, a
classificação aceita pelo Ministério da Saúde é o CID-10, que
apresenta os seguintes critérios para diagnóstico de dependência
química:
Tolerância: a
redução da magnitude dos efeitos leva ao uso de doses cada vez
maiores para atingir o efeito desejado;
Senso de compulsão:
forte desejo de consumir a droga;
Abstinência: após
a interrupção ou diminuição do uso, surgindo sintomas de
desconforto como tremores, ansiedade, irritabilidade insonia levando
ao uso da mesma substância (ou outra relacionada) para promover o
alívio ou evitar tais sintomas;
Desejo de reduzir ou
controlar o consumo, porém, sem sucesso;
Abandono de
atividades prazerosas alternativas: maior parte do tempo gasto em
prol do uso da substância;
Persistência ao uso: mesmo com o surgimento de
manifestações nocivas e patológicas, como danos em órgãos e
estados depressivos, resultantes do consumo crônico e excessivo,
ainda se mantém o consumo.
Esta doença merece toda a atenção, por desprender
o indivíduo da sociedade, podendo ocasionar o óbito. Por acometer
toda a família, que adoece emocionalmente junto ao indivíduo, esta
também deve receber orientações e apoio.
Referências bibliográficas:
Dependência química. Divisão estadual de narcóticos.
Disponível em
<
http://www.denarc.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=39>.