quarta-feira, 10 de outubro de 2018

A crise e a falta de emprego

Como em nenhuma outra época  enfrentamos uma situação  que jamais  geração alguma se deparou . Se recuássemos ao  passado,  uns cento e vinte ou cento e cinqüenta anos atrás,  facilmente se constataria que a maioria deles ainda explorava largamente o trabalho servil, senão o escravo. A Rússia,  por exemplo, emancipou seus camponeses da gleba  somente em 1861. Nos Estados Unidos a alforria dos escravos só foi obtida pela 13ª emenda, em 1863, em meio a uma violentíssima guerra civil. Em Cuba e no Brasil, centros de  latifúndios monoculturais, ela resultou de leis abolicionistas que foram gradualmente sendo aprovadas desde 1871 até chegar-se à consagrada Lei Áurea de 1888.O trabalho livre, assalariado, é, portanto, historicamente, uma  novidade entre nós. A  atual geração é recém a quarta ou quinta que não conheceu a desgraça daquela forma de exploração humana. Paralelamente à desescravização sistemática, acentuou-se a mecanização da produção. A Revolução Industrial iniciada na Inglaterra do século 18 espalhou-se pelo mundo inteiro e, desde então, mais e mais engenhos têm sido inventados. Parecia que nos encaminhávamos para a situação sonhada pela humanidade através dos séculos, a de não ter mais que “ganhar o pão de cada dia com o suor do seu rosto”. Nossas mãos não se encontram mais abrutalhadas pelos duros ofícios manuais nem as costas vergadas por terem que suportar pesos absurdos.
Cercamo-nos de eletrodomésticos, de computadores e guindastes que são nossos escravos eletrônicos. Mais gente se dedica ao lazer ou ao simples dolce far niente. Vivemos num conforto desconhecido em qualquer outra época da humanidade. Hoje, seguramente, uma pessoa da classe média desfruta de mais segurança e bem estar do que um rei ou um barão feudal.
Num repente, nos damos conta de que a difusão da robotização e da informática está formando um bando de desocupados. Associamos sempre , no passado, o estigma do desemprego ao homem sem instrução, ao desqualificado. Agora é o graduado quem não obtém um emprego. A concorrência globalizante, de um lado, nos força a uma maciça utilização da tecnologia, e do outro, a que se repudie sistematicamente o uso da mão-de-obra.
Nossa inquietação não se resume nisso. Os conceitos éticos que nos sustentam, o somatório de virtudes que envolviam o trabalho, encontram-se ameaçados. Nenhuma cultura como a Ocidental celebrou o trabalho como fonte perene da auto-realização humana. Adam SmithHegel e Marx  foram os que mais afastaram dele o estigma de ser só uma maldição teológica ou um preconceito aristocrático (na história, o privilégio de um nobre era exatamente não trabalhar). 
Cada um a seu modo tornaram-no  na verdadeira fonte de liberdade do homem, na ferramenta da sua emancipação, no mais valioso demonstrativo de que superamos os desafios da natureza. Nele, no trabalho, é que Max Weber enxergou a essência do que chamou de “espírito do capitalismo”, o qual Marx denunciou como sistema de exploração do homem pelo homem.
Com o desemprego grassando em todas as latitudes e os postos de trabalho fechando um a um, é a própria razão de ser do homem ocidental que se vê em risco. Num período historicamente curtíssimo passamos da escravização à robotização e desta à possibilidade da ociosidade forçada em massa. Em pouco mais de um século saltamos do inferno do escravismo ao perigoso paraíso da desocupação. Tornaremo-nos em breve obsoletos. Expulso pelos robôs e máquinas dos campos, das fábricas e dos escritórios, condenamos o homem do futuro a confinar-se, a ser um Adão desempregado.      
Fonte:https://www.terra.com.br/noticias/educacao/historia/desemprego-o-paraiso-perigoso,c     

sábado, 14 de julho de 2018

Mais tolerância, menos sectarismo

por Nelson Rocha* — publicado 23/12/2017 00h01, última modificação 15/12/2017 17h07

Precisamos de mais tolerância com aqueles com maior necessidade, a fim de desfrutarmos harmonia e igualdade
Pixabay



Recebi de um amigo o texto de um artigo do jurista Ives Gandra Martins, publicado há cerca de quatro anos, que reaparece nas discussões acaloradas de redes sociais e grupos de WhatsApp, em face da abordagem que se associa pelo tema à recente divulgação do vídeo do jornalista William Waack.
Diz Ives Gandra: ‘Não sou nem negro, nem homossexual, nem índio, nem assaltante, nem guerrilheiro, nem invasor de terras. Como faço para viver no Brasil nos dias atuais? Na verdade, eu sou branco, honesto, professor, advogado, contribuinte, eleitor, hétero... E tudo isso para quê?” Na semana anterior, o jornalista William Waack em vídeo divulgado recentemente, mas gravado há cerca de um ano, fez a seguinte declaração: “Sabe quem é, né? Preto, né!? Isso é coisa de preto, com certeza”. A Rede Globo imediatamente afastou o jornalista e emitiu nota em que declara que “é visceralmente contra o racismo em todas as suas formas e manifestações” e que em “nenhuma circunstância pode servir de atenuante (...)Waack, contrariado, faz comentários, ao que tudo indica, de cunho racista(...)”.
Ao que tudo indica? Como Ives Gandra, sou branco, heterossexual, de origem europeia, e tive a sorte de ter uma boa educação pública que me permitiu conquistar um lugar ao sol, coisa que a maioria do povo negro, índio, nordestino não teve, não recebo nenhum benefício de governo, e nem por isso me sinto incomodado de viver no Brasil. Os guerrilheiros a que ele se refere lutaram num momento difícil da vida brasileira e muitos morreram para resgatar a democracia sob a qual a liberdade de expressão de hoje lhe permite emitir opinião. Por que ultimamente a intolerância tem mostrado a sua cara com maior fervor? A humanidade, na medida em que evolui, deveria inversamente reduzir a intransigência, o sectarismo, o preconceito, mas não é o que temos visto nos últimos tempos.
Não conseguimos fazer aflorar nos corações das pessoas a compreensão para as diferenças e fazê-las perceber que as políticas voltadas para os grupos minorizados são voltadas para as pessoas desprotegidas socialmente, e existem porque esses mesmos grupos foram excluídos ao longo da nossa história. Quando se segrega desde o berçário, por questões de raça, de origem, de classe social, estabelecem-se desde logo obrigações futuras de toda a sociedade, porque lhes será negado o direito às oportunidades iguais.
Segundo pesquisa do Instituto Ethos em 2016, pessoas negras só ocupam 6,3% dos cargos de gerente e 4,7% dos executivos nas empresas. As oportunidades foram as mesmas? As políticas sociais de compensação surgem por conta disso, não têm como objetivo privilegiar um determinado grupo, mas tentar minimizar as perdas que esse ou aquele mesmo grupo tiveram, não se trata de compensação pecuniária, mas de políticas públicas capazes, ao longo do tempo, de estabelecer oportunidades iguais para todos.
Como constitucionalista, o advogado Ives Gandra deveria ter abordado também em seu artigo o capítulo da nossa Carta Magna que trata da Assistência Social, que dispõe que a assistência social será prestada a quem dela necessitar, regulamentada com a LOAS – Lei Orgânica da Assistência Social em 1993. Como professor, deveria dar exemplo e não se posicionar dessa forma, a meu juízo, absurdamente irresponsável. Ao invés de sectarismo, precisamos de mais tolerância com aqueles com maior necessidade, a fim de desfrutarmos harmonia e igualdade.
Copiado do site: https://www.cartacapital.com.br/blogs/blog-do-socio/mais-tolerancia-menos-sectarismo

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Raciocínio dedutivo -info escola


Posted:Tue, 19 Jun 2018 18:35:49 +0000
A forma como pensamos e chegamos a conclusões não são importantes apenas para a Psicologia e para as teorias do aprendizado, mas foram e continuam sendo ainda discutidas em Filosofia, na medida em que são meios pelos quais se pretende alcançar conhecimento. Há vários tipos de raciocínios utilizados nos diversos campos do saber, e a Lógica, entendida como o estudo das regras gerais e emprego de inferências que estabelece quais raciocínios são válidos e quais são inválidos.
“A Lógica provê ferramentas críticas com as quais podemos fazer avaliações sólidas de inferências [...] Assim que uma inferência é feita, pode ser transformada em um argumento, e se pode aplicar lógica para determinar se ela está correta. A Lógica não nos diz como fazer inferências, mas ela nos diz quais inferências nós devemos aceitar. (SALMON, 1976, p. 13, grifo do autor, tradução nossa)
Argumentos ou raciocínios dedutivamente válidos (raciocínio dedutivo) são aqueles nos quais a conclusão se segue necessariamente das premissas. A validade está relacionada à estrutura ou à ordem das premissas, de modo que não seria possível partir de premissas verdadeiras e obter uma conclusão falsa. Dizemos, assim, que essa forma de raciocínio preserva a verdade.
Todo mamífero possui pulmão; (premissa)
Os golfinhos são mamíferos; (premissa)
Os golfinhos possuem pulmões. (conclusão)
Esses raciocínios parecem óbvios, pois apenas esclarecem o que já está contido implicitamente nas premissas e não oferecem uma conclusão considerada nova ou fascinante, por mais que possam esclarecer algo a quem ainda não conhece o assunto abordado. Pode-se dizer que não ampliam o conhecimento.
Em todo caso, partindo de fatos ou verdades, podemos construir um argumento válido, a saber, cuja conclusão será necessariamente verdadeira se, e somente se, as premissas forem verdadeiras. Há dois modelos amplamente usados para formular esses argumentos.
Modus ponens
Se p, então q.
p.
Logo, q.
Modus tollens
Se p, então q.
Não q.
Logo, Não p.
Para utilizar essas estruturas lógicas, devemos substituir as letras ‘p’ e ‘q’ por proposições, a saber, afirmações ou negações que podem ser verdadeiras ou falsas. Já que o objetivo é obter um argumento válido, serão escolhidas as sentenças que se acredita serem verdadeiras. Não basta, entretanto, escolher informações que não possuem relação lógica e que sejam incoerentes ou ambíguas. Se ocorrer algum desses erros, não haverá implicação entre as proposições e teremos apenas um conjunto desconexo de informações.
O filósofo cristão William Craig apresenta, em muitos debates e textos, o seguinte argumento:
Se Deus não existe, valores e deveres morais objetivos não existem;
Valores e deveres morais objetivos existem;
Portanto, Deus existe.
Percebe-se que o argumento possui validade, mas sua conclusão é verdadeira? Será verdadeira apenas se as premissas forem verdadeiras. Distingue-se, assim, a validade de um argumento de sua veracidade. Há apenas duas formas de criticar um argumento dedutivo: (a) questionar a verdade das premissas e (b) questionar sua validade lógica.
É relevante perceber que a conclusão de argumentos dedutivamente válidos não é aceita por uma relação emotiva ou cultural, por exemplo, que se possa estabelecer entre o conteúdo do argumento e quem lê o argumento. O raciocínio que conduz à conclusão do argumento também não é eliminativo. Não fosse o argumento válido, não teríamos uma conclusão que se segue necessariamente das premissas.
O filósofo grego Aristóteles, já na Grécia antiga, percebeu a necessidade de especificar quais raciocínios e relações entre premissas conduzem a conclusões válidas e quais implicam em argumentos inválidos. Com esses estudos, nomeados de lógica silogística, ele propôs vários princípios para evitar o erro e alcançar verdades que utilizamos até hoje.
Bibliografia:
BECKWITH, Francis J.; CRAIG, William L., MORELAND, James. P. Ensaios apologéticos: Um estudo para uma cosmovisão cristã. Tradução de José Fernando Cristófalo. São Paulo: Editora Hagnos, 2007.
MORTARI, Cezar A.. Introdução à lógica, 1ª reimpr.. São Paulo: Editora UNESP; São Paulo: Imprensa Oficial do Estado, 2001.
SALMON, Wesley C. Logic, 2nd ed.. New Jersey:Prentice-Hall, 1973.
WALTON, Douglas N.. Informal Logic: A handbook for critical argumentation, 18ª imp.. New York: Cambridge University Press, 2005.
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segunda-feira, 4 de junho de 2018

História da crise do combustível

UMA LÚCIDA REFLEXÃO:
Segue pequena linha do tempo em retrospectiva para refrescar a memória daqueles que hoje dizem não saber o motivo dessa crise do alto preço dos combustíveis que parou o Brasil:

2002 – Lula eleito presidente do Brasil;
2002 – Dilma assume o Ministério de Minas e Energia;
2002 – Dilma assume a Presidência do Conselho de Administração da Petrobrás;
2005 – Petrobrás assina contrato com a PDVSA, estatal venezuelana de petróleo, acordo que futuramente traria um rombo bilionário para os nossos cofres;
2005 – Lançamento da obra ultra superfaturada da Refinaria Abreu de Lima, citada como “dreno” da Petrobrás;
2006 – Compra da refinaria de Passadena e estopim do maior escândalo de corrupção da história da Petrobrás;
2007 – Acordo negociado por Lula com a estatal boliviana YPFB causa prejuízo de quase R$ 1 bilhão aos cofres da Petrobrás;
2014 – O prejuízo da Petrobrás em 2014 é o maior entre as empresas de capital aberto brasileiras: R$ 21,5 bilhões;
2014 – Doleiros presos Youssef, João Vaccari e comparsas delatam todo o esquema do Petrolão, esquema de corrupção e lavagem de dinheiro chefiado pelo PT para desvio de dinheiro da estatal brasileira através de contratos superfaturados;
2015 – Renato Duque, Diretor da Petrobrás indicado pelo PT é preso na Operação Lava Jato;
2015 – José Dirceu, que já havia sido deputado pelo PT, ministro e braço direito de Lula e Presidente Nacional do PT foi preso por participação no Petrolão;
2016 - Petrobrás entregue pelo PT QUEBRADA (pela 1ª vez na história), com um rombo de R$ 80 bilhões.

A conta cara do rombo na estatal Petrobrás agora chegou. E boa parte do povo brasileiro enganado, desinformado ou mal intencionado achando que a culpa é de quem bateu panela.

Em cada Estado o PT colocou um de seus líderes junto ao Comando dos Caminhoneiros . Não existe mais pauta, o objetivo único é derrubar o governo e antecipar eleições pois somente assim Lula que ainda não foi julgado pelo TSE poderia concorrer a presidente sem nenhuma obstrução. Como lidera todas as pesquisas Lula e o PT pregam o caos, a  paralisação  total e assim poderiam voltar como Salvadores da Pátria e transformar o Brasil em uma nova Venezuela .  O Coordenador Geral da Federação Única dos Petroleiros , ligada à CUT , o petista José Maria Rangel , já anunciou uma greve geral nas refinarias por 72 horas .
Em Minas Gerais o movimento é liderado pelo advogado André Janones que foi candidato por uma coligação de esquerda a prefeito e Ituiutaba . No Rio Grande do Sul um dos comandantes da greve é o presidente do Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos de Ijuí, Carlos Alberto Litti Damer, Vereador do PT e membro da executiva estadual.  Dê um “Google” nas informações e tire suas próprias conclusões.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Análise SWOT – FOFA


Uma análise muito utilizada na área de administração de empresa é a SWOT, também conhecida pelos brasileiros como FOFA. Seu nome é derivado das palavras Strengths, Weaknesses, Opportunities e Threats, que em português significa: Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças.
A análise SWOT foi criada nos anos sessenta por Albert Humphrey, durante uma pesquisa para a Universidade de Stanford, com o propósito de pesquisar dados importantes para a realização do planejamento estratégico. Ela é utilizada para fazer uma análise ambiental em uma empresa e é muito versátil pois pode ser utilizada em qualquer tipo de área de serviço.
O estudo da SWOT é dividido em dois ambientes: Ambiente interno (que estuda as forças e fraquezas) e ambiente externo (que estuda as oportunidades e ameaças).
O ambiente interno da empresa é formado por toda a equipe de trabalho, recursos humanos, financeiros e todas as atividades que podem ser controladas pela diretoria da empresa. Já os fatores externos não podem ser controlados pela administração da empresa, mas eles exercem forte influência sobre ela, então ele deve ser sempre verificado para que o planejamento estratégico tenha um resultado efetivo.
swot

Categorias da analise SWOT:

Strengths (forças) – Essa parte descreve os pontos fortes da empresa analisando sempre as vantagens da própria empresa diante das concorrentes. Podem ser avaliados os recursos, qualidade do produto ofertado, qualidades melhores que as da concorrência, prestação de serviço e solidez na relação com os clientes.
Weaknesses (fraquezas) – As fraquezas devem analisar os pontos fracos de sua empresa, as desvantagens que ela leva diante a concorrência. Podem ser avaliadas a falta de especialização de funcionários, melhorias que deveriam ser feitas mais por algum motivo ainda não foram, perda de clientes para a concorrência, falta de relacionamento com os clientes, altos custos de produção, baixa reputação e a fraqueza da marca. As fraquezas, se forem bem estudadas, podem ser revertidas em força.
Opportunities (oportunidades) – As oportunidades são as forças internas que podem favorecer a empresa, mas que não existe controle sob elas. Nelas podem ser considerados os aspectos econômicos, todas as mudanças na vida dos consumidores, a melhoria da economia, as facilidades de crédito e problemas na economia das empresas concorrentes.
Threats (ameaças) – As ameaças são forças externas que podem prejudicar o desempenho de uma empresa, pois ela não pode controlar esse tipo de força. Alguns fatores negativos que podem colocar em risco a organização são a desvalorização da moeda, alto valor de custo de produtos, novos concorrentes, perda de funcionários e etc.
Após a finalização da análise SWOT os administradores vão poder observar com clareza o futuro da empresa, que poderá transformar pontos fracos em fortes e superar as ameaças futuras. Ela também vai ajudar a entender qual a posição da empresa no mercado.
Por: Rafael Queiroz
Reproduzido d e https://www.coladaweb.com/administracao/analise-swot

Manipulação de massa

da Recursos diversos  podem inclusive ,ser usados para manipular e direcionar pessoas  da psicologia com o objetivo de direcionar a vontade ...